Como deve agir o líder 2.0?

Como deve agir o líder 2.0?Emerson Ciociorowski, da Tempus Consultoria, deu algumas dicas no Conarec 2009

O mundo colaborativo passa por uma transformação. A chamada web 2.0 permitiu a criação de novos modelos de disseminação de informações, além de novos canais participativos ao alcance de alguns cliques.
 

Mas como liderar nesta nova fase? Na palestra “Liderança 2.0 – Retendo talentos e encantando clientes”, realizada hoje no Conarec, Emerson Ciociorowski, coach e diretor da Tempus Consultoria, sem ser o dono da verdade como disse, deu algumas dicas de como o processo de mudança e adaptação à nova fase pode ser seguro.


Ciociorowski explicou que a retenção de talentos tem como foco principal a busca da verdade. “Talento você não cria. Ou tem ou não tem. É nato”, disse. A reflexão do executivo é que, inicialmente, o líder 2.0 sabe trabalhar com a emoção e com a avaliação dos verdadeiros talentos de sua equipe.


“Ele cuida de seus sucessores. De forma segura, antevê o impacto de decisões no desenvolvimento de pessoas, sem abrir mão do comportamento ético”, disse. Ciociorowski afirmou que o novo tipo de líder também é inspirador para sua equipe.


“Treina a todos para lidar com o verdadeiro papel, com capacidades que envolvem desde o jogo de cintura para que cada um avalie o impacto de alguma ação diante dos acionistas, até a administração de uma empresa”.


Além disso, o novo profissional precisa saber lidar com a ansiedade e conhecer os medos, angústias e perceber os limites de todos.

“O líder 2.0 estabelece metas claras para seus liderados e sabe dar o feedback das ações. Entretanto, feedback não é ‘porrada’. Eu falo a mesma coisa desde 1980, quando comecei a palestrar” aponta.


Lucro, liderança e conhecimento

Ciociorowski disse ainda que as empresas precisam parar de acreditar que a missão delas é dar lucro. “Talento é aquilo que você faz muito bem, sem gastar muita energia, constantemente e com paixão.
 
“Conhecimento é outro departamento e há a habilidade. Se você for capaz de descobrir o talento alheio, tem uma potência muito grande. A dica é: pegue seu ponto fraco e administre para que este não comprometa o resultado final”, pontua.


Segundo ele, reconhecer a inteligência emocional e compreendê-la é fundamental. “Emoção é a força primária dos processos de motivação. Sem emoção o sujeito não se mexe para nada”. Para o executivo, encantar o cliente, é surpreender e exceder suas expectativas. “Isso faz com que ele perceba nossos valores. E surpreender o cliente com a paixão pelo o que faz”, finalizou.

Por Roberta Salles

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