2009
Cobertura do Evento
Empresas apostam no desenvolvimento profissional nos call centers
Definir se a profissão de atendente de call center pode ser considerada um bico ou uma carreira foi o tema abordado pela Rosangela Lutti, diretora de RH, da Contax, no Conarec, no dia 16.Maior empregador de mão de obra direta e especializada do país, os contact centers podem se tornar uma grande oportunidade para o desenvolvimento de uma carreira. “O setor está em ascensão, com crescimento de 2% ao ano, e com as atenções voltadas para ele, por isso uma série de regulamentações foram criadas para avaliar os resultados com objetivo de satisfazer o consumidor. As empresas estão aprendendo a conviver com essas leis e têm colecionado desafios na forma de operar”, afirma Rosangela.
Na opinião da executiva, esse setor é desvalorizado e a Contax atualmente contribui para melhorar essa imagem com programas internos que tem por objetivo tornar a atuação no call center uma profissão, como por exemplo, o Programa Crescer. Essa iniciativa surgiu em parceria com a Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro, e resultou na criação do curso de Gestor de Serviços em Atendimento Call Center, reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). “Após resultados da pesquisa interna identificamos que os profissionais dessa área são jovens da geração multimídia, alegres, seguros de si e a grande maioria tem perspectiva de crescimento dentro da empresa. Portanto, a criação desse curso vem de encontro com as expectativas de nossos colaboradores e os ajudará no desenvolvimento profissional”, completa.
As empresas desse segmento podem beneficiar, de diversas maneiras, tanto colaboradores quanto a comunidade a partir da inclusão social, econômica e profissional. “É por isso que considero o call center muito mais uma carreira do que um bico e nós estamos batalhando para que essa profissão seja definitivamente reconhecida no mercado”, conclui.
Por Raquel Sena
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