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Sábado Julho 31 , 2010

Profissionais da área de comunicação 2.0 mostram o caminho do sucesso

Profissionais da área de comunicação 2.0 mostram o caminho do sucessoMediados por Juliana Constantino, diretora da Agência Click, seis especialistas em comunicação debateram sobre “O impacto das redes sociais na reputação das marcas” no último painel de Novas Mídias do Conarec 2009.

O debate começou com Alessandro Barbosa Lima, da E-Life. Para ele é um erro as empresas terceirizarem o trabalho com as redes sociais para empresas de publicidade, já que o tipo de informação que circula neste meio não é voltado para a venda. “Realizar um encontro com blogueiros não é muito diferente de um com jornalistas”, compara. “O mesmo vale para o SAC”, diz, comparando o atendimento on-line com o offline.

 

Para Julio Cesar Gomes Duran, do UOL, é preciso deixar de pensar nos anúncios online como uma adaptação do papel. “Imagine como é difícil fazer uma ação completa?”, reclama. Ele utilizou como exemplo os vídeos do programa Ídolos nos EUA, que estão sempre disponíveis na web após exibição na TV. “Falta coragem das agencias para oferecer isso aos clientes”, diz.

 

Já Cláudia Woods, da Predicta, acredita que “a essência das redes sociais é você ter um acompanhamento em real time do cliente. A pesquisa de opinião pode ser feita de graça com eles”, enfatiza.

 

Para Alexandre Peralta, da Strawberry Frog, há um novo modelo de comunicação.“No passado você tinha o BtoC, agora tem o CtoC”. Ele da a dica para as empresas não errarem ao entrarem nas mídias sociais “Se você não tem nada a dizer, não entre. Participe como espectador. Descubra o que seu consumidor está querendo”.

 

A mediadora Juliana, da Click, questiona se produtos de prateleira (modelos prontos) podem funcionar para as redes sociais. Fernandos Campos, da Santa Clara Nitro, é enfático: “recusamos de produto de prateleira, digital ou não digital”. Para ele, o digital não é visto como um meio. “Ainda é um amalgama. Tudo é variavel, moldável, orgânico”, analisa. O diretor da Garage, Max Petrucci, concorda. “Prateleira no digital não deveria existir”, diz.

 

Cases

 

Todos eles citaram exemplos de veículos corporativos com boas e más relações com o consumidor. Alessandro, da E-Life, elogiou o blog da Tecnisa. Os comentários são pós-moderados, ou seja, são publicados pelo internauta, e só depois são editados (mesmo nesta fase, são deixados os positivos e negativos). “Se você não cria a arena, o cliente vai pra outra”, alerta. Entretanto, “há empresas que não devem estar nas redes socias”, caso não tenham coisas boas para falar. Mas deixa claro: “no futuro, as empresas não terão opção, vão precisar entrar na rede”.

 

Exemplos negativos também foram apresentados: Julio Duran, da UOL, critica o blog do Lula, que não aceita comentários e a Amazon, que não colocava livros para gays na páginas de busca. Neste caso, a empresa registrou os livros como de conteúdo sexual, que por segurança, só aparecem quando o usuário autoriza. Entretanto, a empresa não assumiu o erro. Como resultado, isso gerou no twitter uma semana de críticas entre os assuntos mais comentados (Trending Topics): a tag “#amazonfail” ficou 2 dias entre as mais vistas e a tag #glitmyass ficou uma semana. “Se a empresa tivesse assumido o erro na hora, teria resolvido”, explica.

 

Alexandre, da Strawberry Frog, deu um exemplo que aconteceu com ele no dia do Conarec. “Hoje disseram no twitter da Pepsi que o refrigerante de garrafa e de lata tem gostos diferentes”. A resposta dele, em nome da empresa: “e qual você prefere?”. É importante continuar o diálogo, mesmo quando a situação for uma crítica. Para ele, “transparencia é o novo nome do jogo. Marcas defendendo causas e falando de assuntos que realmente praticam”. Juliana completa: “ninguém acredita numa pessoa que fica mentindo. É o mesmo com a marca”, compara.

 

Da platéia, veio uma pergunta questionando se valia a pena dar brindes aos clientes para melhorar relações na redes sociais, e conseguir mais seguidores no twitter, por exemplo. Claudia, da Predicta diz que, com isso, “você consegue muitos seguidores, mas não da pra saber o poder deles”, já que eles estão se relacionando com a empresa somente para ganhar algo, não pela afinidade. Fernando, da Santa Clara Nitro, acredita que só há problemas “quando promoção vira política, pois você fica dependente dela”.

 

Para se inspirar mais sobre o tema, Max Petrucci, da Garage, finaliza indicando o filme The Corporation. Segundo ele, o documentário canadense de 2003 é um resumo dessa nova sociedade.
 

Por Gustavo Pelogia
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