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Treinamento e capacitação a ferro e fogo

Treinamento e capacitação a ferro e fogo

 

Sob o tema “O paradoxo das empresas: atendimento de 1º mundo X educação de 3º mundo”, profissionais discutiram e apresentaram no Conarec soluções para diminuir o problema educacional do país
Treinar é diferente de capacitar? Segundo os participantes do painel “O paradoxo das empresas: atendimento de 1º mundo X educação de 3º mundo” sim. Com a pergunta tema da plenária, Caio Blinder, colunista de Consumidor Moderno e jornalista do programa Manhattan Connection, abriu o debate.

“Treinar mostra o caminho para que o profissional aprenda uma determinada função. Capacitar permite que esse profissional interfira na tomada de decisão e contribua para o crescimento da companhia e da operação”, disse Claudia Elisa, diretora-executiva de Recursos Humanos do Grupo Pão de Açúcar.

Par Rodolfo Ohl, presidente da Monster Brasil, explicou que em sua visão, o gap de educação esbarra na qualidade e na inovação. “Vamos notar que faltará a especialização dos profissionais”, apontou.

Lucas Mancini, CEO da Voxline, a questão do paradoxo tem um efeito retórico. Para ele, não é como o país reage à educação, mas o que faz em prol de juntar a capacidade com o treinamento.
 

“Basta que essses treinamentos sejam sistemáticos e repetidos. No treinamento você treina pra fazer bem. Na capacitação ensina para que ela tome a decisão”, complementou Mancini.
 

Marco Ferreira, superintendente-executivo de RH do Grupo Santander Brasil, explicou que essa contrariedade no Brasil é voltada ao atendimento. Para Marjorie Campos, diretora de relacionamento da Atento, o consumidor está mais estimulado a exigir mais excelência e qualidade. “Em outros países o servir é diferente do servir brasileiro”, disse.
 

Ações efetivas

Blinder cutucou: “como jornalista eu sou relutante e vou permitir eu quero que cada um de vocês conte um caso ou uma visão do que estão fazendo para diminuir esse fosso entre a educação e o atendimento”.
 

Claudia explicou que no Grupo Pão de Açúcar as ações são voltadas ao desenvolvimento das pessoas. “São mais ou menos 100 atendentes de vinho, que o Pão de Açúcar especializa desde o processo de treinamento e, outro exemplo, é o ‘Prata da Casa’, projeto que auxilia a formação pessoal e profissional do colaborador”, contou.
 

No portal de empregos Monster, todos os colaboradores têm nível superior. “Mas o trabalho do portal é auxiliar essa capacitação para os clientes. A missão é fazer com que a empresa tenha uma boa imagem no mercado”, explicou Ohl.
 

O Voxline investe 7% de sua receita bruta em treinamento de pessoal. “A população é heterogênea e é necessário fazer com que haja integração entre todos”, disse Mancini. “Há uma análise de conhecimento para conhecer qual o plano de vida daquele colaborador”, complementou.
 

Para Hélio Rangel, presidente da Ricardo Xavier Recursos Humanos, tem de haver um esforço conjunto entre as universidades particulares e esferas governamentais.
 

Além disso, Blinder levantou a questão do jeitinho brasileiro. “O jeitinho não funciona só aqui. Se você for amigo de um garçom em qualquer restaurante do mundo, ele vai te oferecer uma ótima mesa”, disse.

O brasileiro é simpático por natureza. “A emoção interfere nesse comportamento nacional”, finaliza Rangel.

Por Roberta Salles
 

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