Atendimento Suécia, educação Cazaquistão

Atendimento Suécia, educação CazaquistãoNão é segredo que o Brasil vai muito mal no quesito educação. No último relatório PISA (Programa Internacional para Avaliação de Alunos), publicado em 2006, ficamos em 52° lugar entre 57 nações pesquisadas, e no estudo da Unesco, ano passado, em 80º entre 129, perdendo para a maioria dos países da América Latina. Isso gera um paradoxo, como nota Cláudia Elisa, diretora de recursos humanos do Grupo Pão de Açúcar. “A gente vive num país que existe uma demanda muito alta por nível de serviço ao consumidor”, diz, comparando a exigência de atendimento pessoal no país a locais com tradição de clientes servirem-se sozinhos, como a França. “E então, eu preciso ter essas pessoas com uma educação boa, tanto no sentido de conhecer os produtos, uma responsabilidade formal, quanto em cortesia”. 

 

Com mediação do jornalista Caio Blinder, o debate “O Paradoxo das empresas: atendimento de 1° Mundo x educação de 3° Mundo”, que acontece no dia 16, durante o Congresso Nacional das Relações Empresa Cliente (Conarec), trará profissionais de RH como Cláudia, Hélio Rangel Terra (presidente da Ricardo Xavier Recursos Humanos) e Rodolfo Ohl (presidente da Monster Brasil). A eles se une Maria Helena Guimarães, professora da Unicamp, ex-secretária da Educação do governo José Serra, e que atualmente é presidente do Conselho Superior de Responsabilidade Social da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
 

Maria Helena sugere algumas soluções para o impasse da educação. “Somente aumentar o salário não resolve, é preciso valorizar a profissão do professor, dar incentivo aos que se destacam”, aponta uma das questões que irá expor no Conarec.