Sem medo de inovar

 
O que o Carrefour fez naquela época foi simplesmente deixar, com responsabilidade, a rede se transformar de acordo com a evolução dos consumidores. “A sociedade mudou, os consumidores mudaram, estão mais informados e sabem mais sobre suas próprias necessidades”, afirma Uchoa.
 
Responsabilidade Social
 
A geração Y presta cada vez mais atenção nos artigos intangíveis das marcas. “De hoje até o futuro, esses jovens vão cada vez mais só consumir produtos de empresas que tem responsabilidade social e ambiental, quem não pensa em sustentabilidade irá desaparecer”, prevê. Para se sobressair, segundo ele, a empresa deve trabalhar com duas variáveis: “Ou entende a necessidade do consumidor, ou ‘cria’ novas essa necessidade.”
 
Não basta perceber que os hábitos de consumo mudaram, segundo Uchoa, é necessário promover uma adaptação e não esperar que o consumidor 2.0 se insira dentro na lógica para ele ‘antiga’ do seu negócio. “As empresas devem se perguntar: Como é a melhor maneira de aproveitar a nova modalidade de vida dessa geração?”, incentiva o diretor do departamento têxtil do Carrefour.
 
O profissional Y
 
A geração Y dentro do mercado de trabalho, também tem a características próprias. “Este profissional vê mais sentido no trabalho sem hierarquia, enxerga objetivos quase sempre a curto prazo, gosta do trabalho em equipe, mas adora se essa equipe for só ele e o computador dele”, brinca.
 
As empresas buscam profissionais com capacidade ampla de pensar, que possuem a chamada ‘visão estratégica’. “No mercado o que diferencia o profissional é ele ser o tipo de pessoa que faz, ousa, e não só fala”, completa.
 
O medo da mudança
 
Resistência à mudança é comum em todos os âmbitos, dentro das organizações empresarias não é diferente. 70% das iniciativas que visam promover uma alteração na gestão de negócios de uma empresa, não vão para frente.
 
“Não podemos ter medo das mudanças. A nossa única certeza é que as certezas de hoje podem ir a baixo amanhã, não raro as empresas se apegam aos padrões de negócio. O que dá certo hoje pode ser sinônimo de fracasso em breve,” finaliza.