CONAREC 2021: “O CONSUMIDOR HACKEADO: A REINVENÇÃO DA LIBERDADE DE ESCOLHA” | 10 E 11 DE NOVEMBRO | TRANSAMÉRICA EXPO CENTER – SP

Quem é o pós-consumidor?

Escrito por | 28 de junho de 2018 | 3 anos atrás

Entenda o conceito de pós-consumidor, que será a base do CONAREC 2018, e o impacto que ele gera nas relações entre empresas e clientes

No ano passado, falamos sobre os Millennials – que trouxeram inúmeros desafios ao mercado, enquanto consumidores e também enquanto colaboradores. Neste ano, estamos lançando o conceito de pós-consumidor. Ele, ao contrário das gerações Z, Y X e Baby Boomer não é definido por uma faixa etária, mas por uma série de comportamentos e principalmente por um novo mindset. “Estamos falando de um novo mindset, um novo comportamento que nasceu nas gerações mais novas e replica-se como meme nos mais diferentes perfis e personas”, explica Jacques Meir, diretor-executivo de Conhecimento do Grupo Padrão.

Ele explica que esse mindset representa uma ruptura com padrões e regras que nortearam a organização social e econômica nos últimos 70 anos. “O pós-consumidor é um conceito que representa pessoas que querem viver sua maioridade e idade adulta de forma intensa, acumulando mais experiências breves em uma expectativa de vida longeva, sem as dores, preconceitos e padrões da maturidade”.

Ou seja, o pós-consumidor pode ser qualquer um de nós, pois é mais do que um estereótipo: é uma ideia.

Conheça detalhes sobre cinco características essenciais desse publico.

1. O pós-consumidor demanda mais das empresas

Eles esperam que, ao consumir um serviço ou produto, as empresas sejam proativas, busquem atender até mesmo demandas que ele ainda não estruturou em sua mente. Basicamente, ele deseja que as empresas entendam eventuais necessidades antes mesmo de elas serem formalizadas. Além disso, por serem muito intolerantes em relação a burocracia e tarefas que gerem esforço para o consumo – como dificuldades de escolha, pagamento, checkout, cadastros –, exigem mais fluidez.

2. Millennials + Geração Z

O pós-consumidor é diretamente influenciado por necessidades que foram identificadas ou percebidas pelos mais jovens. Porém, eles não têm idade definida. Podem ser, por exemplo, avós, pais ou tios dos membros de tais gerações, que adotaram hábitos, anseios, demandas e oportunidades que, antes, não faziam parte da própria realidade.

3. Sustentabilidade

O mundo depende de nós para continuar existindo. Questões ambientais, sociais, econômicas precisam da atenção de cidadãos, empresas e governos e ele cobrará isso de cada agente participante da sociedade – inclusive como cliente. Isso impacta, inclusive, em questões de estilo de vida: o pós-consumidor tem interesse em questões ligadas a Natureza, diminuição do ritmo – tanto de trabalho quanto de consumo – e a movimentos zen. Parece complexo – e é – entender como eles conseguem combinar essas características e, ao mesmo tempo, buscar experiências marcantes de consumo. Mas é essa a realidade.

4. Transparência 

No Brasil, enfrentamos diversas questões que comprovam uma falta de transparência explícita – especialmente partindo do governo. O pós-consumidor é cada vez mais intolerante a isso e demanda atitudes diferentes das empresas: não há espaço para esconder nada, ou para dizer meias verdades. Basicamente, é melhor dizer a verdade – mesmo que ela não agrade o consumidor –, do que escondê-la. A chance de ele ser solidário e compreensivo é muito maior quando as empresas dizem a verdade.

5. Engajamento

Questões ligadas a igualdade de gênero, de tratamento, ao respeito a etnias, orientações sexuais e todo e qualquer tipo de minoria são fundamentais para os consumidores. E eles esperam a mesma atitude das empresas. Ou seja, há cada vez menos espaço para companhias que não se envolvem com questões desse tipo.



Top Top